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 PARA +16 ANOS  

CONTO - DISTOPIA MATRIARCAL

UMA REALIDADE PARALELA.



Minha mãe não deixa.



Princesa Isabel se tornou muito famosa pelo abolicionismo, mas também por ser conhecida como a primeira feminista brasileira, numa época em que o termo ainda nem havia sido inventado. Conta-se que ela costumava promover grupos de mulheres para simplesmente passar tempo juntas. Reunia as ex-escravas e sinhás para falar sobre a nova era em que todas seriam semelhantes.


Esse costume deu início a uma revolução matriarcal que ocorreu no Brasil na virada do século vinte. Foi um escândalo em alguns países. Na Europa não se falava em outra coisa, mulheres controlando a sociedade num lugar onde todo mundo vive pelado no mato e que nem a colonização foi capaz de salvar. Certos países ainda tinham dúvidas de que éramos “civilizados”.


As mulheres brasileiras criaram um novo sistema político no qual praticamente todos os cidadãos têm que participar ativamente no governo de alguma forma.

Filhos e filhas ficam independentes desde os 16 anos e a maioria sai de casa antes de completar 18. Lá é mal visto continuar precisando de uma mãe ou qualquer recurso familiar pois as mulheres têm muitas funções governamentais. Os homens também têm suas funções, rotinas, empregos e vivem normalmente, no entanto parecem pessoas recatadas. Eles não chamam muita atenção e no geral são pessoas bem contentes e relaxadas.


Nos anos 70 um rapaz cometeu um crime e confessou a juíza que fez tal coisa pois sua mãe nunca o deixou fazer nada e o privava demais. Disse que preferia passar a vida inteira na prisão do que encarar sua mãe novamente. A juíza que havia tido 6 filhos, ficou repugnada com a resposta do réu, e chamou sua mãe para um ato inusitado. Neste dia foi dada a primeira sentença materna. Um costume em que as mães dos réus, caso fossem vivas, podiam escolher o castigo que os filhos deveriam ter.

No princípio foi um caos. Mas anos depois, foi sancionada a lei: Minha mãe não deixa. Em que os réus podem pedir uma sentença alternativa às suas mães, que nem sempre era melhor que a dos juízes. Quem não tinha mãe, poderia pedir para uma mulher da família lhe adotar, mas é uma faca de dois gumes. E raras são as pessoas que utilizam deste recurso hoje em dia.


Quando se começou a falar em guerra em 2019, os brasileiros ficaram desesperados. Foi feito um plebiscito, e menos de 1% da população estava interessada em armas e bombas. O Brasil simplesmente se recusou a ter qualquer tipo de envolvimento na tal guerra, e não era por falta de armas nucleares ou condições de lutas, eles simplesmente não quiseram e a resposta à comunidade internacional:

Minha mãe não deixa. Em referência à lei do país, dizendo claramente que eles preferiam morrer em casa.

Sendo o Brasil já conhecido internacionalmente e ela política matriarcal, a mensagem oficial, nossas mães não deixam, chocou o mundo e mudou o rumo dos conflitos internacionais, principalmente quando outros países, com ao Alemanha, aderiram. Aos poucos a corrente se espalhou e a guerra simplesmente não aconteceu.

E foi assim que o feminismo brasileiro salvou o mundo. 2022.




Uma redação de C Krueger. Alemanha – 6º ano. - em uma realidade paralela





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