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CRÔNICAS MODERNAS: ANEDOTAS PT.3

Atualizado: 6 de Set de 2018

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A MULHER PENEIRA


Uma anedota sobre piercings e estigmas!


Foto: Divulgação - ELAINE DAVIDSON

Fiz o meu primeiro piercing oficial num estúdio esterilizado, com um profissional capacitado, quando tinha doze anos. O moço furou a cartilagem da orelha que era o único lugar do meu corpo que ele podia tocar sem o consentimento de um responsável.

Antes disso foram diversas tentativas com brincos alcoolizados e agulhas queimadas para adornar meu corpo que ainda não tinha idade para mandar em si.


Depois que aprendi como funcionava o cateter, seguiu-se uma sequencia de festinhas desastrosas onde eu e meus amigos mais corajosos nos desafiávamos a furar uns aos outros como numa tribo canibal. Até o fim da adolescência tive piercing na sobrancelha, no queixo, na mão, no umbigo e mais uma dúzia de brincos nas orelhas, a maioria feita por profissionais, além de praticar scarring, que eu fazia sozinha mesmo. As tatuagens começaram aos quinze e nunca mais parei.


Meu sonho, desde os seis anos de idade era furar a língua como a cantora Mel B que exibia sua joia logo no início do filme Spice World. Realizei este sonho pouco depois de completar a maioridade, uma das minhas maiores realizações pessoais, diga-se de passagem. Em poucos tempo fiz muitas tatuagens mas piercings, eu parei por ali, restando apenas o da cartilagem e o da língua.


Alguns anos se passaram até que eu achasse que faltava algo no meu rosto e tomei a decisão de perfurar o meu nariz, algo que para mim seria inédito. Aproveitei uma seção de tatuagens do meu então companheiro para fazer o tal furo no mesmo estúdio e saí de lá me sentindo um pouco mais completa.

Admirei-me no espelho por dias e tirei umas mil fotos. Uma semana depois fui visitar a minha mãe que não me via há alguns meses.

Era verão e eu estava sentada no chão do quarto de pernas abertas com o ventilador na minha frente quando ela chegou do trabalho e foi me cumprimentar, no que estiquei o pescoço para elevar o rosto, abri um sorriso gigante e disse – olha mãe, eu fiz um piercing novo! –

Recordando-se traumatizadamente dos tempos em que era mãe de uma peneira em formato de filha, ela me olhou de cima a baixo duas vezes, parou na calcinha e disse:

– Eu não acredito, Vanessa, que dessa vez você furou a perereca!



Fonte: https://emojiterra.com


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