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O TESÃO DA MULHER JOVEM

Atualizado: 5 de Abr de 2019

FENÔMENOS DA NATUREZA Pt1



(spoiler: tem muita mulher de perna aberta nesse post!)




“Criadas para casar, desconstruídas para viver. Entre todas as pautas que precisamos abordar para um dia chegar numa real equiparação, o tesão feminino é definitivamente algo que precisa ser posto na mesa.“



(Uma dica para os homens hétero que são capazes de utilizar o cérebro de maneira saudável: mulheres não se dividem entre as categorias: frígidas ou ninfomaníacas! A maioria das mulheres padrão não foi criada para explorar seus desejos sexuais, mas sim para cuidar do lar e casar. Lembrem-se que vocês, homens, descobriram sua sexualidade no início da adolescência, e tentem se recordar do desespero de vocês para transar quando se descobriram pessoas sexuais! Pois bem, muitas mulheres só descobrem isso na vida adulta, e, querer transar muito não é ninfomania, é curiosidade! A maioria das mulheres são pessoas que ainda não desconstruíram o tabu da sexualidade feminina, duelam muito com isso e muitas sequer aprenderam a atingir o orgasmo, ou seja, se você tá pensando que é “bom de cama”, e a mulher que não goza é “ruim”, pense novamente.)




O TESÃO DA MULHER JOVEM



A vida sexual de uma jovem mulher solteira que se permite aos prazeres da carne, e até das que não se permitem, é uma bosta. Se você usa decote demais é vulgar, se nunca usa batom é machuda... Se resolve ficar com um conhecido, descobre que uma era afim dele e abala a amizade, se arrisca conhecer pessoas em aplicativos é uma desesperada que se expõe demais, se conhece um estranho, periga de ser morta. Além disso ainda temos que conviver com os padrões de beleza surreais que certas mídias nos impõem, e sempre tem um monte cagação de regra que simplesmente não deixa que as mulheres vivam suas vidas em paz.


E isso acaba nos afetando, o cabelo, nunca está bom, a roupa nunca é exatamente a que deveríamos estar usando, mas toda essa insatisfação é fruto de uma sociedade manipuladora que nos objetifica e desumaniza no intuito de manter o status quo, de fontes de prazer e procriação, e só. Fornecer prazer, e fornecer filhos. Ou seja, quem é que aguenta viver a vida inteira se submetendo à isso só pra conhecer parceiros em potencial? E não pensem que a vida das casadas é muito melhor, não, tá?



Tendo isso tudo em mente, não é nenhuma surpresa que as mulheres estejam pouco a pouco desistindo de almejar relacionamentos, casamentos, e estejam buscando fontes de prazer sem vínculo emocional. Afinal quem é que tem coragem de se relacionar com alguém que te enxerga como menos valorosa ou merecedora de respeito e dignidade, apenas por ter sido designada mulher?


Somos taxadas de seres incapazes de entender ou realizar certos tipos de tarefa e chega uma hora que isso cansa. Apesar de toda a burocracia, queremos transar, e com isso muitas mulheres estão finalmente aprendendo a separar sexo de relação emocional, e viva a liberdade!


Afinal, muitos homens jamais criam vínculos emocionais com as mulheres que transam e ninguém vê nada de errado nisso. Ou seja, é natural esse processo de desromantização do sexo frente uma batalha pela igualdade, onde o sexo foi (e ainda é) usado como arma para reafirmar uma suposta superioridade masculina.

Sexo é, acima de tudo, poder sobre o seu próprio corpo, sua sexualidade, e isso incomoda alguns homens que sentem que o poder sobre o corpo feminino não é um direto delas, mas sim um privilégio deles, fontes de prazer e procriação, e só, e esse é um dos motivos que existem tantos estupros. Eles não nos consideram pessoas, nos consideram propriedade.



Hoje em dia, a busca pela liberdade e independência sexual é um dos primeiros contatos da mulher com a necessidade de lutar respeito e igualdade, ou seja um dos primeiros contatos com o feminismo. A alavanca.

Infelizmente ainda somos criadas para encontrar o ápice da satisfação sexual com um parceiro com quem também tenhamos vínculo emocional, e inclusive há respaldo cientifico pra isso (estudos provavelmente feitos por cientistas homens), mas nada disso importa quando o assunto é tesão.



Hora de puxar a alavanca. Lá vem a avalanche! Homem sente necessidade, né? Mas vou lhes contar um segredo: mulher também!! A vagina (olha falei o nome dela! Isso mesmo, vagina) fica inchada, deixa a pessoa nervosa e as vezes só uma boa transa é capaz de resolver aquela coceirinha que fica lá dentro; e a gente não pode ver um homem (e em muitos casos uma mulher) pela frente, que pensa, “nossa, esse ai dava pra resolver meu problema certinho”! Todo mundo sente tesão! É biológico, galera!

Ah mas e as assexuadas?



Meu povo, prazer é química cerebral, serotonina, adrenalina, endorfina, várias “inas”, lá dentro da cachola, tá tudo lá. Tem gente que sente essa liberação química com um tipo estimulação sexual ou outros, e tem gente que sente isso de inúmeras outras maneiras, e tem gente que nem se descobriu ainda, mas só porque uma pessoa não transa, nem quer transar, não significa que ela não tenha algum tipo de tesão dela. Tem gente que tem tesão em pizza, e não há nada de errado nisso.


Um adendo. Quase todo mundo tem aquele amigo ou amiga, conhecido ou conhecida, parente ou parenta, com quem rola “um clima”. Isso se chama tensão sexual. Nada mais é do que feromônios liberados pela pessoa que nos entorpecem e fazem a gente sentir uma curiosidade perfeitamente biologicamente saudável, e as vezes isso é recíproco, ás vezes não. Mas o tesão fica lá, e isso se dá independentemente de relacionamentos paralelos, ou seja, é normal sentir tensão por alguém mesmo que você esteja num relacionamento monogâmico maravilhoso. Tesão é biológico. E isso serve para todo mundo independentemente de gênero, criação, religião, filosofia, cor ou orientação.

Beleza, estamos estabelecidos que todo mundo sente tesão, agora vamos falar sobre sexualidade, que é para onde você direciona seu tesão. Tem gente que gosta de homem, tem gente que gosta de mulher, tem gente que gosta de pessoas em geral, tem gente que gosta de sentir prazer sozinho e não consegue compartilhar o tesão e tem gente que gosta de pizza.

Voltando ao assunto mulher solteira sexualmente ativa numa sociedade machista e controladora. Essa sociedade passou séculos ensinando às meninas que elas são frágeis, indefesas e que precisam de “cuidados”, logo, que o ideal seria casar para ter alguém que cuide delas pois seriam supostamente incapazes de manterem suas próprias vidas, passando a “responsabilidade” para com a dita mulher, da família, para o marido, como quem passa a escritura de uma casa que precisa de reparos (propriedade), raramente considerando que essa mulher é uma pessoa com vontade própria.

Aí um dia veio o feminismo e agora temos uma legião de mulheres que jamais precisaram de homens para absolutamente qualquer coisa, e às vezes, nem da família. Isso sacoleja os miolos de muita gente que ainda acredita no mito da mulher frágil e indefesa. Então essas pessoas se sentem ameaçadas, o sistema se sente ameaçado e daí vão surgindo manobras de opressão mais intrínsecas e sofisticadas para impedir a ascensão feminina.

Entra em cena o crescimento desenfreado da taxa de feminicídio, com o pensamento de: “melhor matar, do que deixar essa moda se espalhar, onde já se viu mulher não precisar de homem?”. Podem reparar que a maioria das manchetes no tema são assim: “mulher morta pelo parceiro que não se conformou com o fim do relacionamento”. "Se a casa não me quer vou tacar fogo nela, afinal é minha propriedade."


Acaba que o mundo se divide em dois tipos de pessoas: aquelas que acreditam que mulheres são perfeitamente capazes de realizações ilimitadas por conta própria, e aqueles que acham que as mulheres precisam se conformar com o status quo.



Nesse ponto da desconstrução, sem alavanca, todo mundo se sente soterrado até o pescoço nesse bolo solado chamado sociedade contemporânea, e muitas mulheres em ascensão preferem procurar pessoas parecidas para conviver, pessoas que estejam num nível ou num processo de desconstrução parecido, mas por causa da rivalidade feminina alimentada pelo machismo, fazer amigas mulheres ainda é bastante difícil e a maioria dessas mulheres independentes acaba tendo mais amigos homens e consequentemente mais amigos gays.

Esse é o caso de muitas mulheres independentes que conheço. Chega num ponto onde até a linguagem distancia mulheres em diferentes estágios de desconstrução e passa a ser uma dificuldade enorme criar laços com as manas que não estão ligadas no nível de opressão que vivemos.


Aí vem matemática. A mulher independente é rechaçada por homens machistas, sente tesão, e vive cercada por homens, sejam eles gays ou não: essa mulher terá uma dificuldade ainda maior de encontrar um parceiro sexual do que uma mulher padrão dentro da sociedade.

E isso tudo dá origem a algo chamado frustração sexual.

Além da enorme pressão e opressão simplesmente por existir ainda existe uma série de fatores que as impedem de conseguir transar! Sempre tem um babaca pra dizer que apoia feminismo e independência feminina mas não transaria com uma feminista, sempre tem alguém pra dizer, “nossa mas seus amigos são todos homens?”, sempre tem um pra dizer, “olha, eu gosto de você, mas você não é pra casar, então vou ficar com outra, “sorry, not sorry”, e bye bye sexo!

Como eu disse “A vida e uma jovem mulher solteira que se permite aos prazeres da carne, e até das que não se permitem, é uma bosta.”




Primeira conclusão: Se você é mulher e sente tesão e quer transar, mas também quer conhecer alguém legal pra se relacionar e não quer ser julgada por essas coisas que pensa ou sente, parabéns, você puxou a alavanca. E já é uma feminista, mesmo sem perceber.




Segunda conclusão: se auto declarar feminista reduz drasticamente a possibilidade de encontrar parceiros sexuais em geral, mas na contramão, também reduz drasticamente a quantidade de pessoas opressoras ao seu redor que lhe farão questionar sua própria busca pela equiparação e liberdade. Lhe fará sentir mais segura ou seguro com as pessoas que tem ao seu redor. Seja você homem ou mulher, o feminismo e a quebra de rótulos e tabus é do interesse de todo mundo!



Terceira conclusão: Existe uma facilidade maior em encontrar parceiros sexuais dentro do seu próprio escopo de amizades sendo uma mulher independente, do que dentro da sociedade em geral. E aí encontramos mais uma ameaça à ascensão feminina: o amigo gay falsamente desconstruído.

Eu não vou ser a primeira nem a última a alertar para a misoginia no meio Gay. Faz sentido, o menino foi ensinado a vida inteira que ser afeminado é algo ruim, como ele pode acreditar que mulher (a origem do feminino e do afeminar) pode ser algo bom? Tem que se desconstruir.

É uma alavanca que cada homem gay carrega consigo. Um misto de curiosidade, medo, inveja e nojo de tudo relacionado ao feminino. Além de outros tantos tabus que o homem gay carrega consigo e ainda ter que enfrentar opressão da sociedade, a gente sabe, não é fácil ser gay, mas é fácil encontrar uma amiga mulher independente, ver a frustração sexual dela e pensar, “será que eu consigo”?

A resposta é sim. O tesão é biológico e todo mundo é capaz de sentir tesão por todo mundo, basta se permitir. O que não pode é se aproveitar do fato que a amiga sente tesão, frustração, e esquecer que existe um vínculo, fazendo a pessoa criar expectativas. Ou seja, existe uma enxurrada de mulheres apaixonadas por seus amigos gays que se aproveitaram de momentos frágeis delas para beijar, fazer carinho, sarrar na boate e não enxergam isso como uma coisa nociva. Mas é pura falta de responsabilidade emocional, misturada com um pouquinho de misoginia e uma pitada caráter duvidoso.


Eu nem vou entrar no assunto “hétero machista em pele de cordeiro”, que se apresenta como um cara legal que te aceita como é, mas entre uma alfinetada e outra, lentamente tenta remoldar as mulheres à sua volta para retornarem ao status quo. Uma vez, um grande ex-amigo meu, que se dizia feminista, me disse: “o que falta na sua vida é ter um filho, ter mais alguém pra se preocupar e não pensar tanto em si mesma.” Oi?!



Conclusão final: A coisa mais importante que eu posso dizer aqui é que mesmo que seja difícil fazer amizade com mulheres em diferentes estágios de desconstrução, a gente precisa umas das outras. Somente com as mulheres se unindo, invertendo o padrão de comportamento, quebrando estigmas, defendendo umas às outras, e parando de apontar dedos ou julgar, somente assim vamos abrir os olhos dos demais para a realidade de que o mundo está finalmente mudando e então começaremos a nos sentir respeitadas como seres sexuais e atrairemos mais pessoas como nós. O mundo precisa enxergar o feminismo como uma solução, não como um problema. Mulheres, façam mais amigas mulheres! Aceitem umas ás outras como são, ninguém é perfeito, andem em grupos, ouçam-se, falem sobre sua sexualidade, apresentem pessoas legais umas às outras, sem medo de sair perdendo. Chega de competir, é isso que o sistema quer da gente, bora fazer melhor, bora ganhar! JUNTAS!





E aí? Gostou do texto e ficou curiosa ou curioso em saber mais sobre a sexualidade feminina? Clique no link abaixo e descubra novos mundos !!


O PRAZER FEMININO ILUSTRADO

PARTE 1. Básico para mulheres (clique aqui)

PARTE 2. Básico para homens (clique aqui)

PARTE 3. Intermediário e avançado para todos!!! EU RECOMENDO ESTE (CLIQUE AQUI!)





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